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segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

O que esperar para 2024?

O segundo semestre de 2023 foi muito difícil para diversas famílias judaicas e palestinas, com o ataque terrorista islâmico do dia 7 de outubro, que foi comemorado por diversos muçulmanos, esquerdistas e ignorantes ao redor do mundo. Historicamente foi o pior acontecimento ao povo judeu desde o holocausto.

Esta guerra ainda não acabou e pelo visto ainda está muito longe de acabar, pois milhões de palestinos ainda estão sofrendo bastante e o Hamas ainda existe, e boa parte do povo palestino apoia o grupo terrorista islâmico do Hamas e odeiam Israel muitas vezes porque são ensinados a odiar desde pequenos sem conhecer de fato pessoas judias ou israelenses, e também relacionam esse ódio à própria religião islâmica que deve ser suprema a qualquer custo.

Então o que esperar para 2024?

No Brasil a situação de corrupção e destruição da economia está se agravando cada vez mais, com muita desinformação sendo transmitida por esquerdistas que estão no poder. A ignorância, a idolatria, os vícios e a criminalidade estão aumentando, assim como o afastamento das pessoas de Deus e da santidade, por conta inclusive de líderes de: congregações e igrejas corruptos, e mais alinhados com o pecado do que com a palavra de Deus!

No resto do mundo vimos que: com a guerra em Israel o islamismo se espalhou de uma maneira muito estranha, um número muito grande de pessoas pró-Palestina, pró-islã e até mesmo pró-terrorismo contra Israel e contra cristãos também! Pois o Cristianismo compartilha alguns dos mesmos valores de parte do povo judeu. Alguns países islâmicos ficaram mais radicais como o Irã e o Yemen, outros querem apenas a paz. Em alguns países a perseguição aos não-muçulmanos aumentou. E países comunistas como a China não sinalizam enfraquecimento de seu comunismo, mesmo que boa parte da sua população possa estar sofrendo de alguma maneira, a ideologia comunista não adimite o quão pode fazer mal para o seu próprio povo, como é o caso da Coreia do Norte por exemplo, com muita censura cada vez mais abrangente graças aos avanços tecnológicos.

Na Argentina o novo presidente Milei está tentando realizar uma transformação muito profunda, até o breve momento diferente da suposta direita bolsonarista, Milei está cumprindo praticamente tudo o que prometeu, mas ainda é muito cedo para saber se ele vai conseguir transformar seu país, já no Brasil pessoas de direita séria como o movimento MBL (Movimento Brasil Livre) estão buscando também transformação real, diferente da direita Bolsonarista que traiu o seu próprio público, ainda que esse público seja muito ignorante para entender.

Israel pode deixar de existir? Talvez. Países muito poderosos como Irã, China e Rússia possuem uma ideologia muito enraizada contra o ocidente judaico-cristão, se todos se juntarem para destruir o Estado de Israel é possível que consiga, embora o povo judaico-cristão continue a existir até a 2ª volta do Messias de acordo com as profecias mas devemos separar o povo com uma área, para não confundirmos as profecias ok?

Então como agir?

Judeus e Cristãos sempre sobreviveram se escondendo em cavernas ou mesmo no "meio do furacão" não expressando demasiadamente sua fé, e tentando repassar silenciosamente sua tradição durante as perseguições, contudo infelizmente muitos se desviaram e muitos foram mortos, mas muitos dos sobreviventes também conseguiram alcançar lugares de destaque na sociedade porque se esforçavam com trabalho duro para tentar se proteger e proteger outros e fazer a vontade de Deus. Contudo com o avanço da tecnologia isso pode ser praticamente impossível, então a perseguição aos crentes verdadeiros em Yeshua o Messias judaico-cristãos será avassaladora! 

Mas sabemos que antes do Messias retornar o mundo inteiro irá ter ouvido a pregação, assim como nos dias de Noé, o qual durante 120 pregou sobre o Dilúvio ao mundo todo na época, e poucos se salvaram, então no tempo determinado veio a promessa, da mesma forma será a 2ª vinda do Messias!

Portanto, nós que somos crentes em Yeshua o Messias (Jesus Cristo) devemos ser como Noé e Jó. e buscar permanecer fielmente na Palavra de Deus para que possamos viver conforme a perfeita e santa vontade de Deus, receber suas bençãos e salvação, realizando as boas obras e ensinando a mensagem para que as futuras gerações também possam ser salvas de acordo com a promessa divina. 

Quanto a mim, este humilde escritor, se ausentará por um momento (podem ser meses ou até mesmos anos) para organizar melhor a sua própria vida e se preparar para os dias futuros, mas acredito que foi deixada uma quantidade de informações com fontes e referências para estudo e aprofundamento, infelizmente não pude continuar as parashot (porções semanais da Torah) mas deixarei aqui as 3 principais fontes para estudo também:

E espero que eu possa ter inspirado outros a buscarem e espalharem a verdade da Palavra de Deus e Yeshua o Messias (Jesus Cristo) para a salvação, portanto "a-Deus" shalom!

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023

פָּרָשַׁת הַשָּׁבוּעַ ("Parashat HaShavua" - Porção Semanal da Torah) - 16 dez 2023 - (COMPLETA) Nº:10

Leia conosco estas porções da palavra de Deus que serão ouvidas nas sinagogas ao redor do mundo durante o serviço de Shabat (sábado) desta semana. Sabemos que você será abençoado(a)!

Leia também:

Parashat: מקץ Miketz ("No Final")

  • Shabat: 16 de dezembro de 2023 (4 de Tevet de 5784)
  • Torah: Gênesis 41:1-44:17; Num. 7:42-7:47; Num.28:9-15.
  • Haftarah: Zac 2:10-4:7.
  • Brit Chadashah (Novo Testamento): João 1:1-18; Rom. 10:1-13.

Benção antes do estudo da Torah (instrução) da Palavra de Deus (clique na imagem abaixo):


A Ascensão de José...

A Torá da semana passada (Vayeshev) contou como José, o filho favorito de Israel, foi cruelmente vendido como escravo por seus irmãos ciumentos por 20 moedas de prata. Contudo, Deus estava com ele, e logo ele foi promovido a supervisor da casa de seu senhor! Porém, quando José recusou mais tarde a sedução da esposa de seu senhor, ele foi injustamente jogado na prisão, embora logo tenha sido promovido para ajudar a administrar a prisão. Depois de interpretar com sucesso o sonho do administrador de vinhos preso do Faraó, José esperava ser libertado, mas o administrador se esqueceu de apelar por ele perante o Faraó.

No início da Parashah, José estava confinado na prisão há 12 anos, mas havia chegado a hora de ele realizar os sonhos que lhe foram dados quando jovem. A parashá começa:


No final de dois anos inteiros, o Faraó sonhou que ele estava perto do Nilo (Gênesis 41:1)

Dois anos depois que o administrador de vinhos foi libertado da prisão, o Faraó teve dois sonhos incomuns (em um, sete vacas magras devoraram sete vacas bem alimentadas, mas permaneceram magras; no outro, sete espigas finas de grãos engoliram sete espigas cheias, mas permaneceram afinar). O Faraó ficou perturbado e pediu aos seus mágicos e sábios que explicassem o seu significado, mas nenhum deles conseguiu fazê-lo. Então o administrador de vinhos lembrou-se de como José havia interpretado corretamente seu sonho há dois anos e prontamente contou ao Faraó, que rapidamente convocou José para comparecer diante dele.

Quando José foi informado dos dois sonhos do Faraó, ele explicou que o Egito experimentaria sete anos de prosperidade, seguidos de sete anos de fome (a repetição dos sonhos significava que o assunto era certo e os sete anos eram iminentes). Joseph recomendou ainda que uma pessoa sábia e com discernimento fosse nomeada para administrar a terra e armazenar alimentos para os próximos anos de dificuldades.

O Faraó ficou muito impressionado com as habilidades de José e imediatamente o nomeou vice-rei para supervisionar todo o projeto. Conferiu-lhe o anel de sinete real, adornou-o com roupas finas e colocou-o na carruagem do vice-rei. Ele também deu a José um nome egípcio (Tsofnat Paneach - "Decifrador de Segredos") e a filha de um sacerdote egípcio chamado Asenath como sua esposa (que mais tarde lhe deu dois filhos, Manassés ("Esquecimento") e Efraim ("Frutividade") ). Durante a noite, José foi tirado da masmorra e exaltado à direita do próprio Faraó! Ele tinha 30 anos quando subiu ao poder.

Durante os sete anos seguintes, José acumulou alimentos em abundância em armazéns por todo o Egito. Contudo, assim como ele predisse, começaram os sete anos de fome. José então abriu os armazéns e vendeu alimentos aos egípcios. As regiões vizinhas também sofreram com a fome mundial, e os seus habitantes vieram ao Egito para comprar alimentos.

Devido à fome, Jacó enviou todos os seus filhos (exceto Benjamim, o único sobrevivente de sua amada esposa Raquel) ao Egito para comprar comida. Visto que José era o governador do país, encarregado da distribuição de alimentos, os filhos de Jacó vieram e curvaram-se diante dele “com o rosto em terra”. José imediatamente os reconheceu (mas não o contrário) e os acusou de serem “espiões”. Os irmãos negaram a acusação, explicando os seus antecedentes familiares, e insistiram que estavam no Egito apenas para comprar comida. José então ordenou que trouxessem de volta seu irmão Benjamim para "provar" sua história e, depois de prendê-los por três dias, libertou 9 dos 10 irmãos (mantendo Simeão como "refém") até que mais tarde voltassem com Benjamim. Os irmãos então se lembraram do tratamento que dispensaram a José e atribuíram seus problemas atuais ao abuso que fizeram dele. Sem o conhecimento deles (já que não sabiam que ele entendia sua língua nativa, o hebraico), José entendeu a demonstração de teshuvá, afastou-se e chorou silenciosamente.

Antes dos irmãos partirem de volta para Canaã, José instruiu secretamente seus servos a devolverem o dinheiro dentro dos sacos de grãos. No caminho de volta para casa, os irmãos descobriram o dinheiro e temeram ser acusados de roubar os grãos. Quando chegaram em casa, contaram toda a provação a Jacó, que (apesar da condição de refém de Simeão) recusou terminantemente deixar Benjamim fazer a viagem de volta ao Egito com eles.

Quando o suprimento de grãos acabou, Rúben primeiro apelou a Jacó para assumir a responsabilidade por Benjamim, mas foi rejeitado (sem dúvida por causa de sua união incestuosa anterior com Bila, serva de Raquel e mãe de Dã e Naftali). Porém, quando as condições se tornaram insuportáveis, Judá procurou seu pai e jurou assumir a responsabilidade pessoal e eterna pelo bem-estar de Benjamim. Ao ouvir a promessa de Judá, Jacó finalmente cedeu e permitiu que ele voltasse com os outros irmãos para o Egito.

Ao chegarem ao Egito, os irmãos foram escoltados até a casa de José, onde apresentaram um presente de seu pai e novamente se curvaram diante dele. José então organizou um banquete e fez com que os irmãos se sentassem por ordem de nascimento – para sua surpresa. Ele também serviu a Benjamim 5 vezes a comida dos outros irmãos!

Na manhã seguinte à festa, enquanto os irmãos se preparavam para retornar a Canaã, José planejou um teste final para seus irmãos, ordenando a seus servos que mais uma vez enchessem seus sacos com seu dinheiro - e também colocassem a taça de prata de "adivinhação" de José no saco de Benjamin. Depois que os irmãos partiram para Canaã, eles logo foram alcançados e confrontados pelo mordomo de José, que (seguindo o roteiro de José) os acusou de roubar a taça. Eles (novamente) protestaram sua inocência e concordaram em ser revistados, mas a taça (plantada) foi encontrada no saco de Benjamin. Os irmãos então rasgaram suas roupas em tristeza e voltaram para apelar a José, onde mais uma vez caíram no chão diante dele e confessaram sua culpa diante de Deus (indicando assim a verdadeira teshuvá). A parashah termina quando Judá se ofereceu e a seus irmãos para serem escravos no lugar de Benjamim, mas José recusou e insistiu que apenas Benjamim seria feito escravo pelo "crime".

Em nossa porção da Torá para a semana de Chanucá, parashat Miketz, José interpretou com sucesso os sonhos do Faraó e rapidamente ascendeu ao poder político no Egito. Contudo, por causa de uma grande fome na terra de Canaã, seus irmãos foram ao Egito em busca de alimento. Um José disfarçado então testou seus irmãos para ver se eles eram as mesmas pessoas que o venderam insensivelmente como escravo, ou se eles haviam passado pela teshuvá (arrependimento).

José é tirado da escuridão de uma masmorra egípcia para interpretar os estranhos sonhos do Faraó. Em apenas um dia, José foi promovido da prisão para o palácio, e sua vida foi subitamente transformada das trevas para a luz.

Uma luz na escuridão

Como Miketz coincide com o Hanukkah ou o Festival das Luzes, a porção desta semana inclui uma Haftarah especial (leitura profética) sobre a visão do profeta Zacarias de uma grande Menorá. Ela diz:

“Ele me perguntou: ‘O que você vê?’ Eu respondi: ‘Vejo um candelabro de ouro maciço com uma tigela no topo e sete lâmpadas nele, com sete canais para as lâmpadas. Também há duas oliveiras perto dele, uma à direita da tigela e outra à sua esquerda.’” (Zacarias 4:2–3)

Duas oliveiras alimentam esta grande Menorá com azeite. As árvores são frequentemente consideradas uma referência a Josué, o Sumo Sacerdote, e Zorobabel, figuras religiosas e políticas. Mas como a profecia geralmente revela o presente e o futuro, e como as árvores nas Escrituras muitas vezes representam pessoas, essas duas árvores são vistas por alguns como representando os crentes judeus e os crentes gentios, filhos ungidos que têm lançado luz nas trevas por mais de 2.000 anos. Outros pensam que as duas árvores representam o Messias (o Renovo Justo do Senhor) e Ruach HaKodesh (Espírito Santo), que são “ungidos para servir ao Senhor de toda a terra”. (Zacarias 4:14) O Profeta Zacarias promete que as trevas que vêm do nosso pecado, que nos separa de Deus, serão dissipadas sobrenaturalmente em um único dia pelo Seu Renovo Justo.

“Vou trazer Meu servo, o Renovo. … e removerei o pecado desta terra em um único dia.” (Zacarias 3:8–9)

Vimos esta profecia se cumprir quando em um único dia o sacrifício de Yeshua tirou os pecados do mundo:

“Temos um Advogado junto ao Pai, Yeshua HaMashiach (Jesus, o Messias), o justo; e Ele é o sacrifício expiatório pelos nossos pecados, e não apenas pelos nossos, mas também pelos pecados do mundo inteiro”. (João 2:1–2)

Deus também fala da operação sobrenatural do Ruach (Espírito Santo) para cumprir os planos do Senhor, como a construção do Segundo Templo por Zorobabel:

“Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel: ‘Não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito’, diz o Senhor dos Exércitos.’” (Zacarias 4:6)

No Santo Santuário, a luz da Menorá tornou-se um símbolo da Presença Divina de Deus. Nesta época do ano, quando as noites de inverno são mais longas, sentimos mais intensamente a necessidade de luz. Algumas pessoas até experimentam o que foi denominado S.A.D. (Transtorno Afetivo Sazonal) – uma depressão específica causada pela deficiência de luz solar. Da mesma forma, quando atravessamos a “longa e escura noite da alma”, sentimos mais intensamente o desejo de ver até mesmo um lampejo de luz. O profeta Isaías escreveu sobre uma “Grande Luz” que um dia viria para tirar as pessoas das trevas sombrias: 

“No entanto, a escuridão não estará sobre aquela que está angustiada… O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; aqueles que habitavam na terra da sombra da morte, sobre eles brilhou uma luz.” (Isaías 9:1–2)

Quem é esta “grande luz” sobre a qual Isaías profetizou? A Luz viria na forma de uma criança, que eventualmente governaria as nações com retidão e justiça, sentada no trono de Seu pai, Davi, por toda a eternidade.

“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado; e o governo estará sobre Seus ombros e Seu nome será Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Do aumento do Seu governo e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e sobre o Seu reino, para ordená-lo e estabelecê-lo com julgamento e justiça, daquele tempo em diante, para sempre.” (Isaías 9:6–7)

Yeshua HaMashiach (o Messias – o Ungido) disse:

 “Eu sou a Luz do Mundo. Quem Me segue nunca andará nas trevas, mas terá a luz da vida.” (João 8:12)

Luz do mundo

Hanukkah é uma celebração da luz. Este alegre festival comemorava a salvação do povo judeu da opressão dos gregos que governaram o povo judeu de 332 a 164 aC. Foi uma salvação física e espiritual, uma vez que os judeus não foram apenas resgatados da perseguição, mas também libertados de um sistema religioso e cultural helenizado (grego) imposto. Eles lutaram pela liberdade de adorar o Único Deus Verdadeiro, de guardar Seus mandamentos e de observar os festivais como estão escritos na Torá. Embora não seja ordenado na Torá, o Povo Judeu honra a libertação do Templo Sagrado e a sua rededicação a Deus celebrando o Festival da Dedicação/Hanukkah. Yeshua celebrou o Hanukkah? A única referência nas Escrituras ao Hanukkah é encontrada no Brit Chadashah (Novo Testamento), e indica que Ele provavelmente guardou o festival. O Evangelho de João revela que Yeshua caminhou nos pátios do Templo durante o Hanukkah:

“Ora, era a Festa da Dedicação em Jerusalém e era inverno. E Yeshua caminhou no Templo, no pórtico de Salomão.” (João 10:22–23)

Enquanto Ele estava lá, alguns Lhe perguntaram diretamente se Ele era o Messias. Yeshua apontou as obras que Ele havia feito como prova, mas explicou que eles não acreditavam Nele porque não eram Suas ovelhas.

Nota: Esta Haftarah quase nunca é lida, uma vez que Miketz quase sempre coincide com o festival de Chanucá (com uma porção diferente lida como Haftarah). Ela está incluída aqui para seguir o cronograma tradicional de leitura da Torá-Haftarah.

O pano de fundo da Haftarah é a elevação de Salomão como Rei de Israel (e, portanto, como um tipo de Mashiach, como ben Elohim). Começa com um sonho em que o Senhor perguntou a Salomão qual presente ele mais desejaria, e Salomão respondeu: "Dá ao teu servo uma mente sensata para governar o teu povo, para que eu possa discernir entre o bem e o mal, pois quem é capaz de governar este seu grande povo?" Como ele escolheu sabiamente, o Senhor deu a Salomão sabedoria além daquela de qualquer pessoa que o precedeu ou que o seguiria, e também grandes riquezas e honras.

A Haftarah continua demonstrando a sabedoria do rei. “Então vieram duas mulheres 'zonot' (prostitutas) diante do Rei ...” Ambas as mulheres tiveram filhos recentemente, mas uma morreu durante a noite, e a mãe cujo filho havia morrido alegou que os bebês foram trocados. Agora cada mulher afirmava que o bebê vivo era dela e apelavam ao rei para resolver a questão. Salomão os chocou com seu veredicto (ou seja, cortar a criança viva em dois e dar metade a cada mãe), a fim de discernir pelas reações deles quem teria maior pena do bebê. A mãe que demonstrasse maior pena do filho era identificada como a verdadeira mãe e recebia o filho.

Na porção Brit Chadashah desta semana, Yeshua, o Messias, proclamou Sua missão como curar os corações quebrantados e libertar os cativos. Os versículos que Ele citou vieram diretamente do livro do profeta Isaías. 

“Então Ele veio para Nazaré, onde foi criado. E, como era seu costume, no sábado entrou na sinagoga e levantou-se para ler. E Ele recebeu o livro do profeta Isaías. E quando abriu o livro, encontrou o lugar onde estava escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar o evangelho aos pobres; Ele me enviou para curar os quebrantados de coração; Proclamar liberdade aos cativos e recuperação da visão aos cegos; Para libertar aqueles que são oprimidos; Para proclamar o ano aceitável do Senhor”. (Lucas 4:16–19; ver também Isaías 61:1)

Yeshua e Yosef (Jesus e José)

Muitos paralelos podem ser traçados entre Yeshua e José. A leitura do livro de Romanos diz respeito ao desejo do Apóstolo Paulo de ver todo o Israel chegar à fé salvadora em Yeshua como o Mashiach Prometido e Salvador do mundo.

A este respeito, é interessante notar alguns dos paralelos entre Yeshua e José como um “tipo” ou prenúncio da vinda do Mashiach de Israel. Aqui está uma lista parcial de sessenta (60) correspondências reveladas nas Escrituras:



1.
  • A mãe de José, Raquel, era estéril e sua gravidez foi resultado da intervenção direta de Deus (Gn 30:2).
  • A mãe de Yeshua, Maria (Miriam), era virgem e sua gravidez foi resultado da intervenção direta de Deus (Mateus 1:18).
2.
  • O nascimento do filho de Raquel removeria o opróbrio de Israel (Gn 30:23).
  • O nascimento de Yeshua foi para a glória do povo de Israel (Lucas 2:32). Yeshua também seria a Luz para as nações...
3.
  • O nome José (ou seja, yosef: יוֹסֵף) significa “que ele acrescente”, um jogo de palavras dado por Raquel para expressar sua esperança de ter mais filhos (Gn 30:24).
  • Jesus (Yeshua) significa “YHVH salva” e denota a libertação dos filhos de Deus. Através de Yeshua Deus acrescentaria filhos a Israel...
4.
  • José era o filho primogênito de Raquel, considerada “a” matriarca de Israel (Gn 30:23-24).
  • Yeshua era o filho primogênito de Maria (Miriam), considerada a matriarca da igreja (Lucas 2:7; João 19:26).
5
  • O nascimento de José marcou o fim do exílio de Israel da terra; após seu nascimento, seu pai Jacó deixou Labão e foi para a Terra Prometida (Gn 30:25).
  • O nascimento de Yeshua marcou o fim do exílio espiritual de Israel (Lucas 2:29-32).
6
  • Na tradição judaica, José é considerado o inimigo de Esaú (que era considerado a personificação do poder gentio e da opressão de Israel).
  • Yeshua venceu os poderes das trevas através da vitória da cruz. Ele é o "Matador de Serpentes", o inimigo final de Satanás e seus servos...
7
  • José era um jovem precoce que estava cheio de sonhos que lhe foram dados do céu (Gn 37:5-ss).
  • Yeshua estava no Templo discutindo a Torá com os sábios quando tinha apenas 12 anos (Lucas 2:42-51). Ele era uma criança precoce que estava cheia de sonhos com o céu.
8
  • José era “amado de seu pai” (Gn 37:3). Ele era ben yachid (בֵּן יָחִיד), pois Isaque era considerado por Abraão (veja a Akedah).
  • “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mateus 3:17; 17:5). Yeshua também é descrito como ben yachid, “unigênito” do Pai (João 1:14).
9
  • José era pastor (רוֹעֶה) (Gênesis 37:2).
  • Yeshua, o Messias, é chamado de "Bom Pastor" (הָרעֶה הַטּוֹב) (João 10:11).
10
  • José foi criado na Terra Prometida (Gn 37:2).
  • Yeshua foi criado na Terra Prometida (Mateus 2:23; 21:11; João 1:45).
11
  • José trouxe ao seu pai um mau relato sobre seus irmãos (Gn 37:2).
  • Yeshua testificou que o mundo O odiava porque as suas obras eram más (João 7:7).
12
  • Jacó amava José mais do que seus outros filhos (Gn 37:3).
  • Deus ama Yeshua, Seu Filho, de uma maneira única (João 3:35; 5:20; Mateus 17:5; Lucas 9:35).
13
  • José foi "ungido" por seu pai com uma túnica de várias cores (isto é, ketonet passim: כְּתנֶת פַּסִּים). (Gên. 37:3)
  • Yeshua foi ungido como Mashiach ben David (Hb 1:9; Salmo 45:7; veja abaixo).
14
  • José previu-se profeticamente como o libertador de Israel e o salvador do mundo (Gn 37:5-11).
  • Yeshua se entendia como o Salvador de Israel e do mundo (João 6:35; 8:12).
15
  • Os irmãos de José o odiavam e não conseguiam falar gentilmente com ele (Gn 37:4).
  • Yeshua foi odiado sem causa e repetidamente “testado” pelas autoridades religiosas (João 1:11; 15:25).
16
  • José era um sonhador e um profeta desprezado por seus irmãos (Gn 37:5-10).
  • Yeshua pregou a mensagem de salvação através da Sua visão do reino – e foi desprezado (João 5:18; 7:1; 8:6; Mateus 16:1, etc.).
17
  • Os irmãos de José recusaram seu governo (Gênesis 37:8).
  • Yeshua comparou Sua rejeição pelos líderes religiosos com o significado: “Não queremos que este homem nos governe” (Lucas 19:14).
18
  • Os irmãos de José o invejaram (Gênesis 37:11).
  • Foi por inveja (קִנְאָה) que os principais sacerdotes o entregaram para ser morto (Marcos 15:10).
19
  • José foi “enviado por seu pai” (Gn 37:12-14).
  • Yeshua enviado por Seu Pai (João 5:30-36; 6:57; 8:18,42; Gálatas 4:4; 1 João 4:9, etc.).
20
  • Os irmãos de José conspiraram para matá-lo (Gn 37:18).
  • Os principais sacerdotes e os anciãos do povo conferenciaram contra Yeshua a fim de provocar a sua morte (Mateus 27:1).
21
  • Os irmãos de José não acreditaram nele (Gn 37:19-20).
  • Os irmãos de Yeshua não acreditaram Nele (João 1:11; 3:18, João 3:36, etc.).

22
  • Os irmãos de José despiram-lhe a túnica e zombaram dele (Gn 37:19,23).
  • Eles o despiram e vestiram-no com um manto escarlate (Mateus 27:28).
23
  • Os irmãos de José lançaram-no numa cova, símbolo do túmulo (Gn 37:24).
  • Yeshua foi lançado numa cova (Zacarias 9:11; Mateus 12:40; Mateus 27:59-60).
24
  • Os irmãos de José comeram insensivelmente enquanto ele sofria na cova (Gn 37:25).
  • Israel comeu a refeição pascal enquanto Yeshua estava na cova (João 13:1).
25
  • Judá promoveu a ideia de que a vida de José deveria ser resgatada (Gn 37:26-27).
  • Yeshua nasceu na tribo de Judá e se tornou o Redentor do mundo.
26
  • Os irmãos de José o venderam por siclos de prata (Gn 37:28).
  • “Eles pagaram a ele (Judas) trinta moedas de prata” (Mateus 26:15).
27
  • José foi levantado do poço (Gênesis 37:28).
  • Yeshua foi ressuscitado dentre os mortos (Mat. 28:6; Marcos 16:16; Lucas 24:6; João 20:1-17; etc.).
28
  • José foi vendido como escravo antes de ser promovido à glória (Gn 37:28).
  • Yeshua assumiu a forma de um servo sofredor antes de Sua exaltação (João 13:12-17; Mateus 20:25-26; Marcos 10:43; Filipenses 2:6-9, etc.).
29
  • José foi levado ao Egito para evitar ser morto (Gn 37:28).
  • Yeshua foi levado ao Egito para evitar a ira insana de “Herodes, o Grande” (Mateus 2:13-14).
30
  • A túnica de José estava coberta de sangue (Gn 37:31)
  • O manto de Yeshua estava coberto de sangue. (Marcos 15:17-20; Mateus 27:28-31). Yeshua nos redimiu do julgamento ao derramar Seu sangue pelos nossos pecados (1 Coríntios 6:19-20; Atos 5:31; 1 Pedro 3:18; Romanos 5:6-8, 2 Coríntios 5:21; Gál. 3:13, etc.).
31
  • José tornou-se escravo na casa de Potifar (Gn 39:1)
  • Yeshua assumiu a forma de um servo sofredor antes de Sua exaltação (João 13:12-17; Mateus 20:25-26; Marcos 10:43; Fil. 2:6-9, etc.)
32
  • O Senhor esteve com José em sua humilhação e o fez prosperar (Gn 39:2).
  • Yeshua cresceu em sabedoria e favor (Lucas 2:40); Ele sempre fez as coisas que agradavam ao Pai (João 8:29).
33
  • José foi nomeado superintendente (Gênesis 39:4).
  • Yeshua é o Pastor e Superintendente (מַשְׁגִּיחַ) de nossas almas (1 Pedro 2:25; João 3:35; Mateus 28:18).
34
  • José foi tentado, mas não pecou (Gn 39:7-10).
  • Yeshua foi tentado de todas as maneiras, mas não tinha pecado (Hebreus 2:18; 4:15; 2 Coríntios 5:21; 1 João 3:5).
35
  • José foi falsamente acusado e de fato a Torá não atribui nenhum pecado a ele (Gn 39:11-20; 40:15).
  • Yeshua foi falsamente acusado pelas autoridades religiosas (Lucas 23:4;14-15; João 18:38; 19:4; Hebreus 7:26; 1 Pedro 2:22; 1 Pedro 3:18).
36
  • O acusador legal de José (Potifar) provavelmente acreditou em sua inocência, mas perverteu a justiça para “salvar a face”.
  • Yeshua foi injustamente condenado pelo procurador romano Pilatos, que acreditou em sua inocência, mas o sentenciou à morte para "salvar a face".
37
  • José não fez nenhuma defesa perante as autoridades gentias (Gn 39:19-20).
  • “Ele o interrogou longamente, mas ele não respondeu” (Lucas 23:9; Mateus 27:14; Atos 8:32; Is 53:7; etc.).
38
  • José foi preso com outros dois criminosos (Gn 40:2-3).
  • "Dois outros também, que eram criminosos, foram levados para serem executados com ele." (Lucas 23:32; Mateus 27:38; Marcos 15:27; João 19:18).
39
  • José era um profeta que sabia interpretar sonhos (Gn 40:5-41:32).
  • Yeshua era um profeta que poderia revelar o que estava escondido no coração (João 4:19,29).

40
  • José foi cheio do Espírito de Deus (רוּחַ אֱלהִים) e de grande sabedoria (Gn 41:38-39).
  • Deus ungiu Yeshua com o Espírito Santo e com poder (Atos 10:38; Mateus 3:16-4:1; Lucas 4:1; etc.). Ele estava cheio de sabedoria e verdade.
41
  • José foi finalmente vindicado e exaltado por todo o mundo (Gn 41:40-42).
  • “O Filho do Homem está sentado à direita do Poder” (Mateus 26:64; Atos 7:56; 1 Pedro 3:22; Efésios 1:18-20, etc.).
42
  • José foi levantado da cova e recebeu linho fino e ouro (Gn 41:42).
  • Yeshua foi revestido com sua glória pré-encarnada após a ressurreição (Mt 17:1; Ap 1:13-17; Dn 10:5-6).
43
  • O Faraó ordenou aos arautos reais que andassem na frente da carruagem de José (merkavah) gritando, avrekh! (אַבְרֵךְ) - "dobre os joelhos!" (da raiz berekh, joelho). (Gên. 41:43)
  • Todo joelho se dobrará diante de Yeshua, o Messias (Isaías 45:23; Romanos 14:11; Filipenses 2:9-11).
44
  • José recebeu uma noiva estrangeira (אָסְנַת) (Gn 41:45).
  • Os seguidores de Yeshua são chamados de “Noiva do Messias” e são provenientes de todas as tribos e línguas (João 6:37; Ap 22:17, etc.).
45
  • José foi chamado de Tzofnat Pane'ach (צָפְנַת פַּעְנֵחַ), ou seja, "Decifrador de Segredos" de acordo com Targum Onkelos (Gen. 41:45).
  • Yeshua revelou o Pai (João 1:18); Ele é o revelador das “coisas ocultas” (Mateus 13:10-13;35). Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria (Colossenses 2:3).
46
  • José tinha 30 anos quando iniciou seu ministério público no Egito (Gn 41:46).
  • Yeshua tinha 30 anos quando começou Seu ministério público em Israel (Lucas 3:23).
47
  • José tornou-se o doador de pão ao mundo (Gn 41:55).
  • Yeshua é Lechem Ha-Chayim, o “Pão da Vida” (João 6:35,48-58).
48
  • José testou seus irmãos como um egípcio disfarçado, e eles não o reconheceram (Gn 42:8).
  • Yeshua é um egípcio disfarçado – uma pedra de tropeço e rocha de ofensa (Is 8:14; Rm 9:33). Um “endurecimento parcial” caiu sobre Israel (Romanos 11:25-26).
49
  • Judá intercedeu em favor do filho de Israel, Benjamim, perante José (Gn 43:9; 44:16-34).
  • 1) Yeshua um dia intercederá (como Mashiach ben David) em nome de Israel (a conexão do Yom Kipur do Fim dos Dias); 2) O povo judeu finalmente se arrependerá e se voltará para Yeshua como seu Salvador.
50
  • Depois de testar seus irmãos para ver se eles se submeteram à teshuvá, José finalmente se revelou (Gn 45:1-4).
  • Durante a Grande Tribulação, Yeshua abrirá os olhos de Israel para que finalmente O reconheçam (Lucas 13:35; Mateus 24-25).
51
  • José foi revelado aos seus irmãos como o salvador de Israel (Gn 45:1-15).
  • Yeshua é o verdadeiro Salvador de Israel (Atos 13:23; 2 Timóteo 1:10; Isa. 43:11). Israel receberá Yeshua em Sua segunda vinda (Zacarias 12:10; João 19:37; Romanos 11:26; Isa. 59:20, etc.).
52
  • José tornou-se o salvador do mundo inteiro (Gn 45:7).
  • Deus enviou seu único Filho ao mundo para que pudéssemos ter vida através dele (João 4:42; 1 João 4:14). A salvação, em última análise, significa redenção da maldição do pecado e da morte.
53
  • José estava “vivo dentre os mortos” para Israel (Gn 45:26-28).
  • "Por que você procura o vivo entre os mortos? Ele não está aqui, mas ressuscitou." (Mat. 28:6; Marcos 16:16; Lucas 24:6; João 20:1-17; etc.).
54
  • Judá liderou o caminho de Israel de volta à terra prometida de Gósen (Gn 46:28).
  • Yeshua como Mashiach ben David conduzirá Israel à nova terra prometida.
55
  • José levou Israel perante o Faraó e Jacó abençoou o Faraó (Gn 47:7).
  • Yeshua um dia trará Israel diante do Pai - e Israel então abençoará o Nome do Senhor em verdade (1 Coríntios 15:28).
56
  • Através da sua fé, José conquistou o mundo inteiro (Gn 47:23).
  • No Reino Milenial, Yeshua será o Senhor indiscutível do mundo (Ap 20:2-6; Zc 8:3; 14:8; Is 2:3; Miquéias 4:2; etc.).
57
  • José foi coroado com glória e honra (Gn 41:39-45).
  • Yeshua foi coroado com glória e honra por causa do sofrimento de Sua morte em nome de Seu povo (Hb 2:9; Fp 2:6-11, Mt 28:18, etc.).
58
  • Jacó adotou irrevogavelmente os dois filhos de José, Efraim e Manassés, na família (Gn 48:3-6). Josué, sucessor de Moisés, era descendente de Efraim...
  • Yeshua predisse que haveria um pastor para um rebanho (João 10:16). Em última análise, haverá uma oliveira que representa o povo redimido de Deus, composto tanto por judeus como por gentios (Romanos 11:17-26).
59
  • Os descendentes (gentios) de José foram incorporados à comunidade étnica de Israel como duas grandes tribos de Israel (Gn 48:1-5).
  • Os seguidores de Yeshua são incorporados às alianças e bênçãos do Israel étnico (Efésios 2:12-14).
60
  • José recebeu a bênção do filho primogênito (Gn 49:22-26).
  • Yeshua é o “primogênito da criação” que tem preeminência sobre todos os outros profetas, sacerdotes, reis, anjos (Heb. 1; Colossenses 1:16-18).
Na época em que José foi libertado da prisão para servir ao Faraó, ele tinha 30 anos, assim como Yeshua tinha 30 anos quando começou Seu ministério público a serviço do Rei. Além disso, a aparência e a personalidade de José mudaram tanto durante sua estada no Egito, que seus irmãos não o reconheceram mais. Eles ficaram bem na frente de José, buscando a salvação da fome que só ele poderia proporcionar, e ainda assim não tinham ideia de que ele era seu irmão. Da mesma forma, os irmãos e irmãs judeus de Yeshua hoje têm diante de si as Escrituras que revelam quem Ele é, e ainda assim são incapazes de reconhecê-lo como seu Messias judeu. Uma razão para esta cegueira moderna é a forma como Yeshua tem sido retratado pelos cristãos ao longo dos séculos: Ele parece ter deixado de ser o judeu praticante que guardava fielmente os mandamentos de Deus na Torá e, em vez disso, foi rotulado pelos gentios' como "Deus." A identidade de Yeshua mudou tanto que a grande maioria do povo judeu não consegue imaginar que este “Jesus” possa ser o Mashiach (Messias) judeu por quem eles têm esperado, desejado e rezado durante mais de 3.000 anos. No entanto, o Profeta Zacarias nos disse que um dia todo o povo judeu O reconhecerá:

“E derramarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de graça e súplicas de misericórdia, para que, quando olharem para mim, para aquele a quem traspassaram, chorem por ele, como quem chora por um filho único, e chore amargamente por Ele, como quem chora pelo primogênito”. (Zacarias 12:10)

Hoje, milhares de irmãos e irmãs de Yeshua estão a compreender quem Ele realmente é: são conhecidos como Judeus Messiânicos e a sua busca pelo Messias das Escrituras terminou. Estes “judeus restaurados” (restaurados na oliveira de Romanos 11) estão constantemente a ganhar reconhecimento como uma seita legítima do Judaísmo em Israel e no mundo. Por favor, ore para que o resto do povo judeu reconheça Yeshua (Jesus) na profecia messiânica de Zacarias ao ouvirem sobre o Ramo Justo neste Shabat e a promessa de que o pecado será removido em um único dia. Então eles também poderão legitimamente chamar-se judeus completos!

Assim como José foi finalmente revelado ao povo judeu como um mashiach e salvador (embora inicialmente o tivessem traído e rejeitado), o povo judeu também verá que Yeshua é de fato o prometido Mashiach judeu e o Salvador do mundo. Então se tornará realidade a esperança de Rav Sha'ul (o Apóstolo Paulo), que escreveu: "E assim todo o Israel será salvo: como está escrito: Sairá de Sião o Libertador que afastará a impiedade de Jacó" ( Romanos 11:30). Para mais informações, consulte “Mashiach ben Yosef”.

Aspecto Duplo do Mashiach

O Tanakh contém visões aparentemente conflitantes do Mashiach como o Libertador de Israel. Por um lado, o Messias é retratado como vindo em grande triunfo “nas nuvens” (Daniel 7:13), mas por outro ele vem montado num jumento, humilde e modesto (Zacarias 9:9). Este “aspecto duplo” do Messias levou à ideia de que haveria dois Messias:
Messias ben Joseph e Messias ben David.


Messias filho de José (Mashiach ben Yosef)

O Messias Sofredor (José [Gen. 37-50] prefigura). O Messias da casa de José. Uma das duas figuras messiânicas descritas nas tradições orais do Judaísmo. Mashiach ben Yosef é considerado um precursor e arauto do libertador final, Mashiach ben David. Mashiach ben Yosef sofre pelos pecados de Israel (Isaías 53). Os cristãos veem Yeshua como o cumprimento de Mashiach ben Yosef no Tanakh e na tradição oral. Yeshua, o Messias em Sua primeira vinda, é o Servo Sofredor.

Citações:

“O Messias, filho de José, foi morto, como está escrito:“ Eles olharão para mim, a quem traspassaram; e chorarão por ele como quem chora por seu único filho” Zac. 12:10 (Suk. 52a)

O Talmud explica: “O Messias – qual é o seu nome? Aqueles da casa do santo Rabi Yuda dizem, o doente, como é dito: ‘Certamente ele carregou nossas doenças’. (Sinédrio 98b)

Referindo-se a Zac. 12:10-12, "R. Dosa diz: '(Eles lamentarão) pelo Messias que será morto.' " (B. Suk. 52a; também Y. Suk. 55b)

"Mas ele foi ferido... o que significa que, uma vez que o Messias carrega as nossas iniquidades que produzem o efeito de ser ferido, segue-se que quem não admitir que o Messias sofre assim pelas nossas iniquidades, deve suportá-las e sofrer por elas ele mesmo" (Rabino Elias de Vidas)

Messias filho de Davi (Mashiach ben Davi)

O Rei Messias governante (prefigura o Rei Davi). O termo Mashiach não qualificado sempre se refere a Mashiach ben David, um descendente do Rei Davi, da tribo de Judá, que reunirá os exilados, estabelecerá o templo e libertará Israel de todos os seus inimigos. Os cristãos acreditam que Yeshua, o Messias, em Sua segunda vinda, cumprirá completamente esta descrição de Mashiach ben David.

Citar:

Hoje, podemos ver com os nossos próprios olhos como a visão do Profeta Ezequiel, descrevendo o renascimento do Povo Judeu e a reunião dos exilados em Eretz Yisrael, está a ser cumprida. É verdade que estamos agora a meio do processo. Ainda estamos em fase de cristalização como nação....

No entanto, o nosso olhar também deve ser direcionado para o futuro e o fim dos dias, a era de Mashiach ben David. Nessa altura, a questão do nacionalismo limitado passará e nós também nos voltaremos para a humanidade no seu conjunto, servindo como uma luz para as nações. Na verdade, todos os dias oramos: “Faça florescer rapidamente a descendência do teu servo Davi”. (Rabino Dov Begon)

Yeshua é Mashiach ben Yosef e Mashiach ben David

Como cristãos, acreditamos que Yeshua é tanto Mashiach Ben Yosef (o servo sofredor - na Sua primeira vinda) e Mashiach Ben David (o Rei reinante - na Sua segunda vinda)
[veja Isaías 52:13-15 - 53:12, Salmo 22]). Ele também é o Profeta, Sacerdote e Rei Ungido, conforme prefigurado por outros m'shichim no Tanakh.

David Brown (da AMF International) escreve:

É muito comum que os opositores judeus apontem que “Jesus não cumpriu todas as profecias”, e desprezem a sugestão de que algumas profecias são para um tempo posterior e serão cumpridas na “segunda vinda”. O fato, porém, é que as profecias sobre o Messias são de dois tipos aparentemente mutuamente exclusivos, como se estivessem falando de dois Messias diferentes. Os estudos judaicos referem-se ao Messias ben-David e ao Messias ben-Yosef. Um é o Messias positivo e vitorioso que inaugura um reino de paz, o outro é um servo sofredor (como em Isaías 53). A tendência popular é pensar apenas em Ben-David e ignorar Ben-Yosef, mas a visão messiânica/cristã considera ambos numa só pessoa. Curiosamente, essas duas linhagens proféticas têm o nome de Davi e José, os quais sofreram primeiro e saíram vitoriosos no final. José nos é apresentado com sonhos de grandeza, mas ele foi perdido para Israel na verdade considerado morto antes que seus sonhos se tornassem realidade. Eventualmente, porém, ele teve uma “segunda vinda” quando voltou para a vida de seus irmãos que uma vez o rejeitaram. Então eles se curvaram diante dele e ele se tornou o salvador de seu povo, sustentando-o em tempos de fome. Davi também, embora ungido como Rei em sua juventude, no que diz respeito a Deus, foi rejeitado pelo atual Rei e viveu como fugitivo por muitos anos antes de finalmente se tornar o Rei de Israel por excelência. Ambas estas figuras históricas, que a tradição judaica reconheceu como sendo protótipos do Messias, chegam no meio de promessas, são derrubadas e finalmente emergem em glória. O Messias definitivo não deveria seguir o mesmo padrão?

sábado, 9 de dezembro de 2023

פָּרָשַׁת הַשָּׁבוּעַ ("Parashat HaShavua" - Porção Semanal da Torah) - 09 dez 2023 - (COMPLETA) Nº:09

Leia conosco estas porções da palavra de Deus que serão ouvidas nas sinagogas ao redor do mundo durante o serviço de Shabat (sábado) desta semana. Sabemos que você será abençoado(a)!

Leia também:

Parashat: וַיֵּשֶׁב Vayeshev ("E Ele Habitou")

  • Shabat: 09 de dezembro de 2023 (26 de Kislev de 5784) (dia 3 de Hanucah)
  • Torah: Gênesis 37:1-40:23. Hanucah: Num. 7:18-7:29.
  • Haftarah: Amos 2:6-3:8.
  • Brit Chadashah (Novo Testamento): Mat. 1:1-6; 16-25; João 10:22-30.

Benção antes do estudo da Torah (instrução) da Palavra de Deus (clique na imagem abaixo):


Traição Profética de José...

A Torá da semana passada (ou seja, Vayishlach) contou como Jacó lutou com um anjo misterioso antes de retornar à Terra Prometida para se reconciliar com seu irmão Esaú. Não mais chamado de Ya'akov ("segurador do calcanhar" [de Esaú]), mas de Yisrael ("príncipe de Deus"), um Jacó transformado finalmente retornou a Hebron para ver seu pai Isaque, quase 34 anos depois de ter saído de casa. No entanto, no caminho de volta para casa, sua amada esposa Raquel morreu ao dar à luz seu décimo segundo filho, Benjamim.

A leitura da Torá começa: "Jacó estabeleceu-se (vayeshev Ya'akov) na terra de peregrinação de seu pai, na terra de Canaã" (Gn 37:1), mas depois imediatamente se volta para a história de José, que tinha dezessete anos. velho na época: “E estas foram as gerações de Jacó: José tinha dezessete anos...” (Gn 37:2). Por que a toldot (genealogia) de Jacó começa com José e não com Rúben (o filho primogênito de Lia) aqui? A Torá estava sugerindo que José era considerado por Jacó como seu filho (escolhido) “primogênito”?

A Escritura Hebraica de abertura desta Parasha usa a palavra yeshev, que significa estabelecer-se. Em Israel, um assentamento é chamado de yishuv, e aqueles que se estabelecem em Israel, especialmente nos territórios disputados da Judéia e Samaria, o fazem correndo grande risco por parte dos terroristas palestinos que muitas vezes vivem nas proximidades.

Nesta Parasha, aprendemos sobre as provações do filho favorito de Jacó, José, a quem Deus deu o dom dos sonhos e sua interpretação. Muitos desses sonhos revelaram a futura posição exaltada de José.



A porção desta semana começa com Jacó vivendo na terra prometida a Abraão e Isaque com seus 12 filhos, mas a narrativa rapidamente se volta para o filho favorito de Jacó, José, que tinha dezessete anos na época. A Torá afirma que Jacó amava José mais do que todos os seus outros filhos, já que ele era "o filho da sua velhice" e era o filho primogênito de sua amada esposa Raquel. Na verdade, Jacó fez para ele uma túnica ornamentada para indicar seu status especial na família.

Jacó e José sem dúvida tinham muito em comum, e isso certamente fez com que Jacó preferisse seu filho primogênito (de Raquel) a seus outros filhos. Por exemplo, ambos os homens tiveram mães inférteis que tiveram dificuldades no parto; ambas as mães tiveram dois filhos; e ambos eram odiados por seus irmãos. Além disso, a Torá afirma que Jacó amava José mais do que todos os seus outros filhos, já que ele era filho de sua velhice e era o filho primogênito (bechor) de sua amada esposa Raquel. Na verdade, Jacó fez para ele uma túnica ornamentada para indicar seu status especial na família. (De acordo com o midrash, este "casaco de muitas cores", ou ketonet passim (כְּתנֶת פַּסִּים), era a mesma vestimenta que Lia e Raquel usavam em suas noites de núpcias, e mais tarde foi reservada para o herdeiro da família possuir. serva Bila, porém, Jacó deu a veste a José, designando-o assim como o herdeiro designado de Israel.)

Talvez Jacó devesse ter previsto os efeitos negativos da rivalidade entre irmãos que geralmente resultam de tal favoritismo, uma vez que ele também foi vítima deste tipo de disfunção. Sua mãe, Rebeca, favoreceu Jacó, mas seu pai, Isaque, favoreceu Esaú, irmão de Jacó. Isso causou muita animosidade entre os dois irmãos. Contudo, em vez de aprender com os erros dos pais, Jacó simplesmente perpetuou as fraquezas parentais deles. Em vez de seguir o exemplo de Jacó, podemos escolher aprender com os erros dos nossos pais e decidir hoje não continuar com relacionamentos prejudiciais entre pais e filhos que foram modelados para nós pelas gerações anteriores. É claro que para fazer tal mudança é necessário que nos libertemos do passado, e isso começa com arrependimento e perdão – arrependimento por julgar os nossos pais (e talvez por sermos uma criança problemática) e perdoá-los pelos seus erros. Novos começos espirituais eternos são encontrados na liberdade que o Messias Yeshua (Jesus) oferece quando nos arrependemos de nossos pecados e recebemos Seu perdão.

Como filho favorito, o trabalho de José era supervisionar as atividades dos filhos das concubinas de Jacó (Dã, Naftali, Gade e Aser) e trazer “relatórios” sobre suas atividades para Jacó. No entanto, esse papel de mashgi'ach (ou seja, superintendente) e filho preferido era demais para os outros irmãos, e eles logo ficaram com ciúmes dele e o odiaram intratavelmente. Para piorar a situação, José relatou vários sonhos a seus irmãos que prediziam que ele estava destinado a governá-los, aumentando a inveja e o ódio deles por ele (a implicação dos sonhos era que toda a família de Jacó se tornaria subserviente a ele). Jacó repreendeu José por despertar o ódio em seus irmãos, mas interiormente ele percebeu e esperou a realização dos sonhos.

Certo dia, os irmãos levaram os rebanhos para perto de Siquém, o lugar onde Simão e Levi, os dois filhos impetuosos de Lia, haviam matado todos os habitantes da cidade por causa do estupro de sua irmã Diná. Aparentemente, Jacó ainda estava preocupado com a reputação que tinha na área e enviou José para verificar o bem-estar deles. José, porém, soube que seus irmãos haviam partido para Dotã e os seguiu até lá.

Ao chegar a Dotã, os irmãos “o viram de longe e, antes que ele se aproximasse, conspiraram contra ele para matá-lo”. No entanto, Reuben (o filho primogênito desgraçado) tentou contornar o plano, sugerindo que eles simplesmente o jogassem em uma cova para sacudi-lo um pouco (planejando secretamente voltar mais tarde para resgatá-lo). Quando José finalmente chegou, tiraram-lhe a túnica ornamentada e (como sugeriu Reuben) jogaram-no num poço próximo. Então eles se sentaram para comer.

Logo os irmãos notaram alguns de seus primos distantes (midianitas, descendentes de Ismael) dirigindo uma caravana levando especiarias para o Egito, e Judá sugeriu que seria melhor vender José como escravo para eles. Os irmãos concordaram com esse novo plano, venderam José por 20 moedas de prata e observaram José ser amarrado e levado para o Egito.

Foi Judá, quarto filho de Jacó e futuro governante das doze tribos de Israel, que liderou a decisão de vender José em vez de matá-lo.

“Então Judá disse a seus irmãos: ‘O que ganhamos matando nosso irmão e encobrindo seu sangue? Venha, vamos vendê-lo aos ismaelitas, mas não vamos acabar com ele nós mesmos. Afinal, ele é nosso irmão, nossa própria carne.” (Gênesis 37:26–27)

Judá parece ser um personagem complexo, com sinais de integridade e também de duplicidade.

Reuben, que estava ausente enquanto isso acontecia, voltou e descobriu que José havia sumido e rasgou suas roupas de horror e consternação. Os irmãos então decidiram fingir a morte de José mergulhando sua túnica especial em sangue de cabra e levando-a ao pai, que (erroneamente) inferiu que seu filho havia sido morto por um animal selvagem (observe a ironia: Jacó havia enganado seu pai com peles de cabra (Gn 27:16), e agora seus filhos o enganaram com sangue de bode). Jacó então lamentou José por muitos dias. Mas, entretanto, os midianitas venderam José a um oficial egípcio do Faraó chamado Potifar, capitão da guarda.

Judá e Tamar

A história de José é então “interrompida” para relatar um incidente na vida de Judá, que se separou dos irmãos, casou-se com uma mulher cananéia chamada Shua e teve três filhos: 
  • Er, 
  • Onan 
  • e Selá. 
Quando seu filho mais velho, Er, atingiu a maioridade, Judá o casou com uma mulher cananéia chamada Tamar. No entanto, Er era mau aos olhos do Senhor e morreu sem filhos. 

Judá então prometeu a ela seu segundo filho, Onã (de acordo com o costume do casamento levirato, ou seja, o irmão de um homem que morre sem filhos é obrigado a dar um filho à viúva de seu irmão, para ser criado em nome de seu irmão com a herança de seu irmão da Terra). Judá então incentivou seu segundo filho, Onã, a tomar Tamar como esposa. Era dever do irmão de um homem que morreu sem filhos casar-se com sua viúva, a fim de perpetuar a linhagem de seu irmão.

“Então Judá disse a Onã: 'Junte-se à esposa do seu irmão e cumpra com ela o seu dever de cunhado, e forneça descendência para o seu irmão.'” (Gênesis 38:8)

Este tipo de responsabilidade familiar pode parecer estranho para nós, mas mais tarde Deus a incluiu nas leis encontradas no Livro de Deuteronômio:

“Quando irmãos viverem juntos, e um deles morrer sem deixar filhos, a mulher do falecido não se casará fora com homem estranho; seu cunhado virá até ela, e a tomará como esposa, e celebrará o casamento levirato.

“O filho primogênito que ela tiver perpetuará o nome do irmão falecido, para que seu nome não seja apagado de Israel.” (Deuteronômio 25:5–6)

Por que Deus manteria um costume que antecede até mesmo Abraão? Uma razão é baseada na herança eterna. Outra é “com o propósito expresso de manter viva a esperança da ressurreição na mente do povo escolhido”. (Comentário de Elliott para leitores ingleses, Deuteronômio 25:5) Ao manter a herança dentro da família, esta lei do casamento levirato manteve viva a esperança de uma ressurreição terrena do nome da família. Vemos isso no Livro de Rute: o rico proprietário de terras de Belém, Boaz (que prefigurou Yeshua) deu esta esperança de ressurreição e herança eterna à viúva Rute (que prefigurou aqueles que seguem Yeshua) quando ele se tornou seu noivo e ela sua noiva. (Rute 4) A esperança da nossa ressurreição e herança espiritual e eterna foi cumprida quando Yeshua se tornou o “Noivo” de todo o povo escolhido – gentios e judeus – criando uma aliança de casamento com todos aqueles que fazem essa aliança com Ele. Aqueles que se tornam Sua Noiva recebem Sua herança eterna. Todos os crentes que colocam a sua esperança em Yeshua como Salvador têm a esperança da ressurreição selada no seu espírito.

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Yeshua HaMashiach! De acordo com a Sua grande misericórdia, Ele nos fez nascer de novo para uma esperança viva através da ressurreição de Yeshua HaMashiach dentre os mortos, para uma herança que é imperecível, imaculada e imorredoura, guardada no céu para você.” (1 Pedro 1:3–4)

A obediência é recompensada

Ainda assim, podemos imaginar que o pecado poderia atrapalhar esta esperança, e foi o que aconteceu no caso do segundo filho de Judá, Onã. Na verdade, o Senhor também estava descontente com ele, porque se recusou a criar um filho para o seu irmão. No julgamento, o Senhor também tirou a vida dele.
Onã pecou ao “derramar sua semente” para evitar a obrigação, e o Senhor o matou por isso. Neste ponto, Judá estava relutante em casar seu terceiro filho com Tamar, mas (enganosamente) disse a ela que o faria assim que Selá atingisse a maioridade.

Em vez de admitir que seus filhos morreram cedo por causa do pecado, Judá culpou a viúva Tamar. E embora ele tenha prometido a ela que seu terceiro e último filho, Selá, lhe daria um filho, ele não queria correr o risco de perdê-lo também. Ele disse a Tamar para esperar como viúva até que Selá crescesse até a maturidade. Mas quando Selá se tornou homem, Judá ainda não o deu a Tamar como marido, então ela resolveu o problema por conta própria.

Depois de perceber que Judá não iria cumprir sua promessa de dar seu filho Selá em casamento, Tamar se disfarçou de prostituta e seduziu o próprio Judá.  Judá soube que sua nora havia engravidado e ordenou que ela fosse queimada viva por prostituição (z'nut), mas foi então que Tamar mostrou o selo, o cordão e o cajado de Judá, que Judá havia dado a Tamar como penhor de pagamento por seus serviços.

"Quando ela estava sendo trazida para fora, ela enviou esta mensagem ao seu sogro: 'Estou grávida do homem a quem isto pertence.' E ela acrescentou: 'Examine isto: de quem são estes o selo, o cordão e o bastão?'” (Gênesis 38:25)

Judá então percebeu que, embora as ações de Tamar não fossem perfeitas, ela agiu para cumprir a responsabilidade familiar de criar um filho para seu marido sob o nome da família. Ele percebeu que ela era mais justa do que ele, então a libertou. Ele então confessou publicamente que era o pai. Tamar então deu à luz filhos gêmeos, Zerá e Perez, tornou-se antepassado de Boaz, que se tornou bisavô do Rei Davi, que se tornou antepassado do Messias. (ver Mateus 1; Rute 4:18–22)

Judá é considerado, no Judaísmo tradicional e no Tanar, o pai do Mashiach (Messias), que sabemos ser Yeshua (Salvação), o Leão da tribo de Judá.

“O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de governante dos seus descendentes, até que venha aquele a quem ele pertence, aquele a quem todas as nações honrarão.” (Gênesis 49:10)


A genealogia de Yeshua

Fascinantemente, a genealogia de Jesus, o Messias, inclui, portanto:
  • A linhagem de Ló com sua filha primogênita, que levou ao nascimento de Moabe (Gn 19:34-37), o ancestral de Rute, que foi a bisavó do Rei Davi (Rute 1:22; 4:18-22). Deve-se notar que a própria Rute se casou com Boaz, que era descendente de Salmon (da tribo de Judá) e de Raabe, “a prostituta” (1 Crônicas 2:3-15; Rute 4:20-22; Mateus 1: 5).
  • A união de Judá e Tamar que levou ao nascimento de Perez, de quem veio o Rei Davi (Rute 4:18-22, 1 Crônicas 2:5,9-15, Mateus 1:2-6, Lucas 3:32 -33).
  • A união de Davi com Bate-Seba (2Sm 12:24).
  • É interessante notar que na genealogia de Yeshua dada em Mateus (1:1-16), apenas quatro mulheres (além de Maria) são explicitamente nomeadas: Tamar (que seduziu o pai de seu falecido marido), Raabe (uma prostituta), Rute (uma moabita) e "a esposa de Urias" (ou seja, Bate-Seba, uma adúltera). Cada uma dessas mulheres foi justificada pela sua fé nas promessas de Deus (Rute 1:16; 4:12; 1 Reis 1:13-31; Hebreus 11:31; Tiago 2:25).

Após este relato de Judá e Tamar, a porção da Torá retoma a saga de José, que foi vendido a Potifar (possivelmente um açougueiro-chefe do Faraó). Apesar da injustiça e da traição de seus irmãos, o SENHOR estava “com José” e abençoou tudo o que ele fez. Na verdade, logo ele foi promovido a chefe de todos os assuntos domésticos de Potifar.

A Torá descreve José como um homem bonito “na forma e na aparência”, e logo a esposa de Potifar começou a solicitá-lo para ter um caso com ela. José recusou firmemente seus repetidos avanços, mas um dia ela se jogou sobre ele quando não havia ninguém em casa. Quando José tentou fugir de suas mãos, ela o agarrou pela roupa e puxou-a antes que ele saísse correndo de casa. Humilhada e derrotada, ela decidiu então caluniar José e acusou-o falsamente de tentativa de estupro ao marido.

Potifar ficou indignado e jogou o jovem José na masmorra real, mas novamente Deus lhe mostrou favor ali e ele imediatamente ganhou a confiança e a admiração de seus carcereiros, que o nomearam para um cargo de autoridade na administração da prisão. "E tudo o que ele fez, o Senhor fez com que fosse bem-sucedido."

A parashah termina com eventos na vida de José que eventualmente o chamariam à atenção do próprio Faraó. Enquanto estava na prisão, José conheceu o administrador de vinhos e o padeiro-chefe do Faraó, ambos encarcerados por ofender seu mestre (de acordo com Rashi, uma mosca foi encontrada na taça preparada pelo mordomo e uma pedra na confecção do padeiro). Ambos os homens tiveram sonhos perturbadores que José interpretou corretamente; em três dias, disse-lhes ele, o administrador de vinhos seria libertado, mas o padeiro seria enforcado. José então pediu ao administrador de vinhos que defendesse sua libertação junto ao Faraó. As previsões de José foram cumpridas, mas o administrador de vinhos esqueceu-se completamente de José e não fez nada por ele (ainda).

Favor segue José até a cova

O nome Yosef (José) está associado ao termo cabalístico moderno (misticismo judaico) yesod, que significa fundamento, da expressão “Tzadik yesod olam” – um homem justo é o fundamento do mundo. Na verdade, José tinha um grande destino em sua vida, cujas reviravoltas forneceriam a base para a sobrevivência de sua família; e na plenitude dos tempos, uma liberdade que fornece uma base para a vida e salvação judaica. O filho favorito de Jacó é tão importante que lhe é atribuído mais texto no Tanakh (Antigo Testamento) do que qualquer outro personagem, exceto Moisés. Mas ele não estava imediatamente pronto para cumprir o seu propósito divino. Ou José precisava aprender a humildade, que ele adquiriu através de provações dolorosas e difíceis, ou através de suas provações, Deus o posicionou para cumprir esse destino. Talvez ambos.

Do poço ao palácio

O que essa história nos mostra? Mostra-nos que Deus, por Sua misericórdia, pode nos redimir e nos levar das profundezas do desespero às alturas dos sonhos realizados. Embora Judá tenha tomado algumas decisões muito erradas que feriram tremendamente as pessoas, e embora tenha caído na imoralidade, Deus ainda escolheu trazer o Messias de toda a humanidade através de sua linhagem. 

Da mesma forma, a descida sombria de José a um poço, a traição de seus irmãos, o período de escravidão no Egito e o abandono em uma masmorra por um crime que não cometeu serviram para posicioná-lo para ser exaltado sobre todo o Egito, ao lado do Faraó.

Nesta posição exaltada, José conseguiu fazer com que todo o Egito tivesse comida suficiente para comer durante os sete anos de fome em toda a região. As pessoas que viviam ao redor do Egito, incluindo seus próprios irmãos que foram até José em busca de comida, sobreviveram à fome por causa da liderança sábia de José.

Cada um de nós pode ter que suportar situações desafiadoras na vida enquanto caminhamos em direção ao cumprimento do nosso chamado em Deus. Quando os tempos são mais sombrios – quando caímos num buraco, seja por aqueles que pecam contra nós, ou pelos nossos próprios pecados – podemos ter coragem porque este não é o fim da história. Deus promete fazer todas as coisas cooperarem para o nosso bem:

“E sabemos que Deus faz com que todas as coisas contribuam juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o Seu propósito.” (Romanos 8:28)

É durante os tempos sombrios da vida que a luz de Yeshua parece mais brilhante. Yeshua disse: “Eu sou a Luz do mundo”. Sua luz da verdade e seu amor eterno podem nos sustentar nas noites mais escuras, à medida que continuamos a depositar nossa fé e confiança Nele.

“Então Yeshua lhes falou novamente: ‘Eu sou a luz do mundo. Quem me segue nunca andará nas trevas, mas terá a luz da vida.'” (João 8:12)

Mesmo quando os israelitas são atacados por foguetes provenientes de Gaza, bem como nas ruas, nas lojas e sinagogas, e nas redes sociais, por terroristas palestinos; Yeshua pode brilhar Sua luz através da escuridão.

“Pois os meus olhos viram a tua salvação, que preparaste à vista de todas as nações: uma luz para revelação aos gentios, e para a glória do teu povo Israel.” (Lucas 2:30–32)

“Levanta-te, resplandece, porque já chegou a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti.” (Isaías 60:1)

Haftarah: Amós era um pastor que cuidava de sicômoros quando foi chamado por Deus para ser profeta em algum momento durante o reinado de Jereboão II (786-746 a.C.). O Reino do Norte de Israel era muito próspero na época, e os ricos viviam em palácios e comportavam-se como não-israelitas, enquanto os pobres eram explorados e vendidos como escravos se não conseguissem pagar as suas dívidas. A liderança do povo era totalmente corrupta e Amós foi chamado a expressar a ira de Deus contra os israelitas, que já não viviam de acordo com as mitsvot (mandamentos) dados na Torá.

Nesta porção da Haftarah, a profecia de Amós contra Israel é o clímax de sete reprovações anteriores dirigidas contra as várias nações vizinhas. Sua profecia começa com a fórmula: “Assim disse o Senhor: 'Por três transgressões de Israel, nem por quatro as revogarei'” (Amós 2:6a).

Amós criticou os juízes de Israel pela sua disposição em aceitar subornos de prata, repetindo assim o crime dos irmãos de José, “vendendo os justos por prata, e os pobres por um par de sapatos” (Amós 2:6b). A conexão com a parashah é dada pelos sábios judeus por meio do midrash. Depois de jogar José na cova, seus irmãos decidiram vendê-lo por 20 moedas de prata – duas moedas por irmão (Rúben não estava lá), o suficiente para comprar um par de sapatos para cada um deles. O “justo” sofreu grave injustiça – tudo por um par de sapatos! Por esse e por semelhante desrespeito à justiça e à misericórdia, o Senhor certamente traria julgamento sobre Israel.

Berit Hadashah (Novo Testamento): A leitura do livro de Mateus diz respeito à Semente Prometida de Abraão, o amado Mashiach Yeshua, cuja genealogia é dada através da linhagem do pai legal de Jesus (José), começando com Abraão, Isaque e Jacó, depois através de Judá (e seu filho). Perez) a Jessé, pai do rei Davi, e finalmente de Davi a Salomão. Mateus faz isso para demonstrar que Jesus é de fato um descendente do Rei Davi e, portanto, elegível para ser o Mashiach de Israel (veja a tabela genealógica acima).